Gira em torno da Sociedade mineradora, uma imensidão de contos e lendas, fatos que a criatividade de pessoas simples geraram e deram vida, conjecturas, folclore ou fatos ocorridos que a razão humana ainda se encontra longe de explicar.

Santa Bárbara

Lago na galeria                             Lake in the gallerie

"Os Meninos de Couro"

    A lenda do "Menino de Couro" tem origem em poços verticais, buracos rocha a dentro, em grande número, ainda encontrados, ocultos na vegetação rasteira, eram progressiva e lentamente escavados por crianças negras, o suficiente para deixar passar apertado o pequeno corpo. Iam a procura do veio aurífero e neste, a salbanda, especie de camada intermediária de fraca consistência, escavável mesmo à mão, e muito rica em Ouro, chegando a atingir 200g por tonelada de minério. Levavam consigo, esses pequenos escravos, uma bolsa de couro para o transporte do material. Daí o nome que os mineiros passaram a atribuir à própria salbanda. Diz a lenda que muito ouro saiu do Santo Antônio por esse processo e que muitos desses garotos ainda estão nos fundo dos poços.

Capitão Jackes

O Fantasma da Pia II

Para a maior parte das pessoas, o Capitão Jackes, não passa de um simpático fantasminha das galerias subterrâneas, sendo pauta de bate-papo discontraído de hora de almoço. O Capitão Jackes era capitão de mina de lavra dos ingleses nos meados do Século XVIII.

Acredita-se que em uma das denotações, por causas desconhecidas, o Capitão ficou na área a ser explodida e nunca mais foi encontrado.

O Capitão Jackes é sempre um amigo que foi para o outro lado. E talvez não tenha sequer existido. Mas todos falam dele e os vêem com o mesmo olhar: é um fantasma que não amedronta, nem assusta. Apenas quer cumprir a missão que lhe foi confiada há mais de duzentos anos: explorar a mina.

Cemitério dos Negros

Contam que a região onde eram enterrados os ingleses, em Passagem, já foi revolvida por algum caçador de tesouros. Acredita-se que muitos dos senhores de lavras eram enterrados com suas jóias, ou dentaduras encrustadas de metal. Estes boatos levaram à violação de inúmeras sepulturas, já que o cemitério se encontra há muito tempo abandonado. O mistério maior reside no cemitério dos negros, no alto do Morro de Santo Antônio, onde outrora floresceu o arraial de São Vicente.

Morro de Santo Antônio             Santo Antonio´s Hill

Não há quem duvide do fato de conter aquelas sepulturas rasas, onde eram enterrados os negros, incalculáveis tesouros escondidos. Há pessoas que afirmam que os negros enterravam com seus mortos, parte do ouro afanado nas catas, na esperança de, ao recuperarem algum dia a liberdade, terem como sobreviver no mundo dos brancos.

A origem do nome

"Passagem de Mariana"

No período de 1979-1980, a CMP Turismo LTDA, empresa do grupo CMP que explora o roteiro turístico do Ouro em de Passagem, publicou em um "Informe Turístico" uma entrevista feita com uma anciã do lugar contando a folclórica origem do nome "Passagem de Mariana" em um texto que assim resumimos: a tradição revela que o nome surgiu devido a uma estreita ponte de cordas existente próxima a um mocambo onde residia uma senhora de nome "Mariana". Apesar da poesia da lenda, a história negana tradição. Percorrendo a relação dos tributantes da região mineradora, veremos, entre outros devido à coroa, os "Impostos de Passagem" cobrados aos usuários das pontes públicas na travessia dos riachos. Uma espécie de pedágio, se falarmos em termos atuais. Esta afirmação não vem abolir a existência de alguma pequena ponte de cordas feita por algum mineiro que queria se ver livre do tributo, não obstante a passagem existente entre margens opostas do Ribeirão do Carmo tivesse sido construída pelos poderes públicos com finalidade de favorecer o trânsito entre as duas grandes vilas minerador

Devoção à Santa Gertrudes

No alto do Cruzeiro de Passagem, foi erguida em 1978, pelo Dr. Walter Rodrigues, uma capela em homenagem à Santa Gertrudes. Construída com blocos de quartizito tipo moeda extraídos do fundo das galerias subterrâneas, a capela se transformou logo em atração turística, pela beleza e originalidade da construção. No mesmo ano, a Administração da Companhia Minas da Passagem, fez publicar um boletim que justificavam a construção da capela e anunciavam a devoção à Santa Gertrudes, a quem se atribuiu a proteção dos aflitos e individados. Ao que se pode verificar a devoção à Santa Gertrudes pelo esforço empreendido pela Administração e pelos funcionários da Companhia, contribuíram sobremaneira para o reestabelecimento econômico da empresa na década de 1970.

Uma das galerias                   One of the galleries